PITAMUPAU  | 

5ª CASA DO CARALHO | 

Passas uma vida a ser comandado Como um robô, como o teu vovô Ordens a cumprir, não usas a cabeça P’ra no fim receber uma merda p’ra comer 5ª Casa do caralho Comer p’ra crescer, nascer p’ra morrer Faz a diferença, usa a cabeça, pensa Ganha orgulho, porra, mexe-me esse cu Faz frente, grita, diz tudo, vomita 5ª Casa do caralho Um entre muitos, um peão no xadrez Queres ser mais um, muitos entre um Comer p’ra crescer, nascer p’ra morrer Faz a diferença, usa a cabeça, pensa 5ª Casa do caralho

 

BIBI | 

O senhor que faz mal ás criançinhas é o Bibi!!

 

BOTILDE 1 2 3 | 

Vem conquistar a simpatia do povo Entra em casa pela via da T.V. Ganha força, força, cresce e enriquece Passa a todo poderoso e já todo o mundo vê Chapa ganha é chapa gasta Faz vida de rico Vai, pisa na merda, vá O que é que é bom para a tosse, sim É ser apanhado pela borrada cagada Perversões que não passam na T.V. Escondido a pecar, a gozar e a gostar Nunca ser apanhado, ninguém vê É fodido andar Rabo entalado entre as pernas Acusado e julgado Na praça pública pelo mesmo povo Que te colocou no pedestral da fama E te alimentou a boca e a carteira com milhões É fodido descobrir que és um filho da puta Que merece ser privado dos colhões Vai, sofre aí sozinho Passa fome e passa frio Vê o sol aos quadradinhos E não dás nem mais um pio Acabar desta maneira, nesta triste figura É o que acontece a porcos como tu A chuchar no dedo, a chorar e implorar P’ra não veres violado esse cu Mas que vida fodida Que destino é o teu É o fim dessa vida Veio o gato e comeu

 

BUSH BUSH | 

Eu vi um O.V.N.I. Eu não sou maluco Vi-o pousar na Casa Branca Um marciano presidente Ele só quer aniquilar O petróleo anexar A sua sede saciar Ele não é deste mundo Abre a boca e só diz merda Que bela democracia Eu não estou maluco Ele só quer aniquilar O petróleo anexar A sua sede saciar Bush Bush, Bush Bush

 

CABIDELA NINJA

Vais para a rua em noites de lua cheia Munido de sabre e uma capa preta Cobiças o sangue do período fértil Destróis os presépios, rejeitas Jesus Cabidela Ninja À 603 anos que te escondes nas trevas Beatas e cinzas alimentam esse corpo Cabidela Ninja

 

CHERNE LARANJINHA

Ouve lá fantoche Faz-me aqui um broche É folgado na peidinha É o Cherne Laranjinha Pareces uma marmota Amansa aqui a torta É folgado na peidinha É o Cherne Laranjinha É o Cherne, Cherne Cabeçudo do caralho Que não fode e fica a ver O Zé Povinho sem trabalho Viró disco e toca o mesmo Isto é mesmo a doer Quem se fode é sempre o povo É a sede de poder Filho da puta de direita Engole aqui a meita É folgado na peidinha É o Cherne Laranjinha Vira casacas parvalhão Cabeça oca foleirão É folgado na peidinha É o Cherne Laranjinha É o Cherne, Cherne Cabeçudo do caralho Que não fode e fica a ver O Zé Povinho sem trabalho Viró disco e toca o mesmo Isto é mesmo a doer Quem se fode é sempre o povo É a sede de poder

 

LAMBIDELAS

Vindo do nada Ele vem e aparece Um 007 Ele faz e acontece Corta-se à guita Controla a maluquice Mas com persistencia Ele perde e ri-se Toca anónimo Vezes sem conta Apareçe do nada Mesmo em ponta Fala, fala, fala Mas nunca diz corno Nem no desespero Aceita um suborno Não atendas, é ele o Lambidelas Estou? Quem fala? Sou eu o Lambidelas! Músicos, bandas E marcas de instrumentos É mais certo que Uma rosa dos ventos Veste de negro Empasta a cabaça Não é boiola E por vezes dá na paça Não atendas, é ele o Lambidelas Estou? Quem fala? Sou eu o Lambidelas!

 

O MONSTRO PLANO

Sais de casa e tropeças Cais ao chão e bates Com a cabeça na calçada Abres uma brecha até ao osso Rápido tentas o hospital Mas o carro pifa no Conde Redondo Apanhas um taxi que te chupa O dinheiro do almoço Os enfermeiros estão de greve E tu sentes-te fraquejar Esperas 3 horas nas urgências Para ires preencher papelada Esperas mais 2 horas à seca Encharcado no teu próprio sangue Quando és atendido por um estagiário Já estás morto na tua cadeira O Monstro Plano

 

PAULINHO DAS FEIRAS

Olh’ó Ministro da Defesa Só lhe falta vestir a farda É tão bonito, que beleza Ponto fraco é a retaguarda Gasta o dinheiro do povo Em armamento militar São submarinos, helicópteros Só instrumentos p’ra matar Paulinho Boi Menino rico da mamã Ladrão que veste palitó O poder dá-lhe o orgasmo Bem mais forte que o do pó Paulinho Boi

 

SALVATORE

Sou um drogado, toda a vida fui ganzado Snifo cocaina, é a minha vitamina Erva e chamon, dá mais jeito que o talon Fico todo mole, chocolate espanhól Tens que acordar Não deixares-te levar Larga já a pica Leva a vida sã Emborco umas pingas, quero agulhas e seringas Colheres e limões, mais um chuto nos colhões Speeds pá carola, já não bato bem da tola Tô todo picotado, toda a vida fui drogado Tens que aguentar Não deixares-te matar Larga já a pica Leva a vida sã

 

SUBTIL

Bomba... Fazes uma bomba E pegas na família Vais p’ra RTP Ameaças morrer Eu tenho uma bomba Eu sei que vou morrer Perdes a fortuna Vítima dos médias Entras na falência E provas a inocência Eu tenho uma bomba Eu sei que vou morrer Bomba... Eu tenho uma bomba Eu sei que vou morrer Com greve de fome Queres que te pagem Vais p’ró tribunal E vences no final Eu tenho uma bomba Eu sei que vou morrer Bomba...

 

TRÔXA MÔXA

Trôxa, trôxa, trôxa Môxa, môxa, môxa Trôxa, trôxa, trôxa Môxa, môxa, môxa Amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa... trôxa Amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa... trôxa Amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa... trôxa Amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa, amóxa... trôxa Trôxa môxa

 

ZÉ BRUTUS

Uma vida inteira À porrada na Maria Filho d’uma égua Da cona da tua tia Casamento à português Ele, ela e o turquês Muitas bubadeiras E gregórios no soalho Zé Brutus ainda acordas Com o turquês no mangalho Casamento à português Ele, ela e o turquês Um dia a Maria Tenta acabar com a dor Corta-te a pixota E mete-a no congelador Casamento à português Ele, ela e o turquês